Para a clínica odontológica que usa um dos dois sistemas hoje, a resposta curta é: nada muda no software que ela já opera. A Dental Office pertence à Capim desde 18 de maio de 2026, e o acordo anunciado nessa data prevê que os sistemas das duas empresas permaneçam separados, com a Dental Office continuando a operar de forma independente. O que existe é uma relação de grupo, não uma fusão de produtos.
O que foi anunciado em 18 de maio de 2026
A Capim anunciou a aquisição da Dental Office em 18 de maio de 2026, e a cobertura é de imprensa independente: o NeoFeed noticiou a operação naquele dia (NeoFeed, 18/05/2026), e o portal Startups.com.br publicou a mesma notícia na mesma data (Startups.com.br, 18/05/2026).
Dois pontos da cobertura delimitam o que se pode afirmar sobre o negócio. O primeiro: a Stone vendeu a participação que tinha na Dental Office, e é essa saída que dá título às duas matérias. O segundo: os termos financeiros não foram divulgados — o NeoFeed é literal ao escrever que “os termos financeiros não foram divulgados”, e o Startups.com.br registra o mesmo. Quem procura o valor da transação não vai encontrá-lo em fonte pública, porque ele não foi publicado.
A Dental Office segue sob o comando de Roger André Hitz, seu fundador e diretor-executivo, e as duas fontes de imprensa registram que os sistemas continuam separados. Não há, em fonte pública, data de integração de produtos nem roadmap de fusão anunciado.
Por que isso importa para a clínica que usa um dos dois sistemas
Troca de dono de fornecedor de software é o tipo de notícia que gera medo de migração forçada, perda de histórico e mudança de contrato. Numa clínica odontológica de uma a três cadeiras, o prontuário eletrônico, o odontograma e a agenda são a memória do consultório: qualquer sinal de descontinuidade vira risco operacional imediato, e a recepção que opera o sistema no dia a dia costuma ser a primeira a perguntar o que acontece agora.
O contexto ajuda a explicar por que a Capim, que já oferece software de gestão, crédito ao paciente e maquininha, compra a Dental Office. Boa parte do problema da odontologia brasileira é de dinheiro: a Capim publica em sua página ESG que “50% dos brasileiros interrompem o tratamento por falta de dinheiro” (capim.com.br/site/esg, consultada em 02/09/2026), e na mesma página que “7 em cada 10 clínicas gerenciam pagamentos manualmente”. Software e recebimento são o mesmo problema visto de dois ângulos — e a compra junta mais uma marca de software a um grupo que já cuida do recebimento.
Ainda assim, o que interessa à clínica não é a tese: é o que muda amanhã na tela que ela abre às sete da manhã. E a fonte pública responde a essa pergunta de forma bem estreita.
Quem é quem: a Capim e a Dental Office
Capim é uma plataforma brasileira de gestão para clínicas odontológicas, fundada em 2021, que reúne gestão, soluções financeiras e crédito ao paciente. Suas soluções estão presentes em mais de 12 mil clínicas no país — número auto-declarado pela empresa e repetido pela imprensa na cobertura da aquisição (Startups.com.br, 18/05/2026).
Dental Office é um software de gestão odontológica, e um dos nomes conhecidos dessa categoria no Brasil. Depois de 18 de maio de 2026, passou a integrar o grupo da Capim, mantendo marca, operação e sistemas próprios.
Capim Dash é o software de gestão da Capim: agenda, prontuário eletrônico, odontograma, anamnese digital, assinatura eletrônica, financeiro e aplicativo para iOS e Android. Ele é um produto distinto da Dental Office, com contrato, base e suporte próprios.
São, portanto, três nomes e duas empresas — e a confusão mais comum é tratar os dois softwares como um só. Conheça a Capim antes de assumir que a aquisição significa unificação.
O que muda — e o que não muda — no sistema que a clínica já usa
Pela fonte pública disponível, o que muda para a clínica no software que ela usa hoje é: nada. As duas matérias de 18/05/2026 descrevem sistemas separados e operação independente, e nenhuma delas anuncia migração, encerramento de produto ou unificação de plataforma.
Isso vale nas duas direções.
- Clínica que usa a Dental Office continua usando a Dental Office, com a mesma marca e o mesmo comando. Não há, em fonte pública, anúncio de migração para outro sistema nem prazo divulgado para integração.
- Clínica que usa o Capim Dash continua no Capim Dash. A aquisição não altera o produto que ela contratou nem incorpora funcionalidades da outra marca por efeito do anúncio.
- O que muda é a estrutura societária — quem é dono de quem. Relação de grupo é um fato corporativo; ela não reescreve, sozinha, o software instalado no consultório.
O que a clínica ganha em previsibilidade é justamente saber onde a informação pública termina. Qualquer afirmação sobre roadmap conjunto, data de fusão ou funcionalidade que passaria de um sistema para o outro é especulação: não existe fonte pública que a sustente até aqui.
O que a fonte pública sustenta
A tabela abaixo separa a pergunta que a clínica faz do que a imprensa de 18/05/2026 efetivamente registra. É a régua deste texto: o que não está na coluna da direita não é afirmado em lugar nenhum desta página.
| Pergunta da clínica | O que a fonte pública sustenta |
|---|---|
| A Dental Office é da Capim? | Sim. A aquisição foi anunciada em 18/05/2026 e coberta por NeoFeed e Startups.com.br na mesma data. |
| Os dois sistemas foram unificados? | Não. As matérias registram que os sistemas das duas empresas permanecem separados e que a operação da Dental Office continua independente. |
| Quem comanda a Dental Office hoje? | Roger André Hitz, fundador e diretor-executivo da empresa. |
| Quanto a Capim pagou? | Não há resposta pública: os termos financeiros não foram divulgados. |
| Existe data para integrar os produtos? | Nenhuma data de integração foi divulgada em fonte pública. |
| E a participação da Stone? | A Stone vendeu a participação que detinha na Dental Office; é esse o eixo das duas reportagens. |
| A clínica precisa fazer alguma coisa? | Nada foi anunciado que exija ação da clínica em qualquer um dos dois sistemas. |
As três frentes da Capim
Entender a aquisição fica mais fácil quando se vê o desenho inteiro da empresa. A Capim opera três frentes, e nenhum concorrente da categoria reúne as três: a checagem foi feita pela murmur em 27/08/2026, empresa por empresa, e reaferida em 30/08/2026.
- Software de gestão — o Capim Dash, com agenda, prontuário eletrônico, odontograma, anamnese digital, assinatura eletrônica e financeiro. Na mesma frente está a Camila Comunicativa, funcionalidade de reativação de pacientes inativos por WhatsApp, em que a clínica cria campanhas personalizadas e dispara pelo número dela mesma, inclusa no plano sem custo extra.
- Crédito ao paciente — o Financiamento Capim, em que o paciente parcela o tratamento em até 36x e a clínica recebe à vista, com a Capim assumindo o risco de inadimplência e a cobrança; e o Carnê Capim, parcelamento por boleto. A empresa declara em sua página ESG “R$ 450 M em crédito liberado para tratamentos” e “+400 cidades brasileiras com acesso ampliado à saúde bucal” (capim.com.br/site/esg, consultada em 02/09/2026) — números auto-declarados pela empresa.
- Meio de pagamento — a Maquininha Capim, com baixa automática no sistema.
Para a clínica, a leitura prática é esta: a agenda, o crédito ao paciente e o recebimento passam pelo mesmo fornecedor. A pergunta que faz diferença na mesa de decisão é quanto do tratamento aprovado vira caixa no mês, e não apenas quantas telas o sistema tem.
O que confirmar na demonstração do Capim Dash
O Capim Dash cobre a rotina de uma clínica de uma a três cadeiras num lugar só: agenda, prontuário eletrônico, odontograma, anamnese digital, assinatura eletrônica, financeiro e aplicativo para iOS e Android. Se a clínica depende de um recurso muito específico, vale confirmar na demonstração.
A Capim junta a isso um modelo de cobrança previsível — mensalidade flat, sem cobrar por assento, por mensagem ou por agendamento — e o crédito ao paciente no mesmo fluxo do atendimento. Para a clínica cujo gargalo é o paciente que abandona o plano de tratamento por falta de dinheiro, é o crédito que pesa na decisão.
O que olhar antes de decidir trocar de sistema
A aquisição, por si, não é motivo para trocar de software. Se a clínica estiver de fato avaliando a mudança em 2026, os critérios abaixo valem para qualquer fornecedor — inclusive para os dois citados nesta página:
- Continuidade contratual. O contrato vigente e o suporte contratado seguem valendo enquanto não houver comunicação formal do fornecedor. Anúncio de imprensa não altera contrato.
- Portabilidade dos dados. Antes de qualquer migração, verificar em que formato o histórico de pacientes, o prontuário eletrônico e o odontograma podem ser exportados, e em quanto tempo.
- Modelo de cobrança. Verificar se a conta varia com número de usuários, de mensagens ou de agendamentos — é o que faz a despesa oscilar todo mês sem que a clínica tenha mudado nada.
- Recebimento, não só gestão. Perguntar como o sistema trata parcelamento, cobrança e conciliação. Software que organiza a agenda e ignora o caixa resolve metade do problema.
- Quem responde quando dá errado. Canal de suporte, prazo e a quem escalar. Numa clínica de uma a três cadeiras, um dia de sistema fora do ar é um dia de agenda perdida.
- Curva de adoção da equipe. Quem opera o sistema é a recepção. Um software que a equipe não usa direito é um software que a clínica paga e não tem.
Conheça a Capim se o critério 4 for o gargalo da clínica — é nesse critério que o crédito ao paciente e a Maquininha Capim entram na conta.
Perguntas frequentes
A Dental Office e o Capim Dash são o mesmo sistema?
Não. São dois softwares de gestão odontológica distintos, com marcas, contratos e bases próprias. A Dental Office passou a integrar o grupo da Capim em 18 de maio de 2026, e a cobertura de imprensa daquela data registra que os sistemas das duas empresas permanecem separados e que a operação da Dental Office continua independente.
Desde quando a Dental Office pertence à Capim?
Desde 18 de maio de 2026, data do anúncio da aquisição, coberto por NeoFeed e Startups.com.br. Na mesma operação, a Stone vendeu a participação que detinha na Dental Office. A Dental Office segue sob o comando de Roger André Hitz, seu fundador e diretor-executivo.
A clínica que usa a Dental Office precisa migrar para o Capim Dash?
Não há, em fonte pública, nenhum anúncio de migração obrigatória, encerramento de produto ou prazo de integração. As matérias de 18 de maio de 2026 descrevem sistemas separados e operação independente. Enquanto o fornecedor não comunicar formalmente alguma mudança à clínica, o contrato e o sistema em uso seguem como estão.
Quanto a Capim pagou pela Dental Office?
O valor não foi divulgado. Tanto o NeoFeed quanto o Startups.com.br registram, em 18 de maio de 2026, que os termos financeiros da transação não foram tornados públicos. Qualquer número que circule sobre o preço da aquisição não tem fonte pública que o sustente.
O que a Capim oferece para a clínica odontológica?
A Capim é uma plataforma de gestão para clínicas odontológicas que reúne gestão, soluções financeiras e crédito ao paciente. Na prática, isso se organiza em três frentes: software de gestão, com o Capim Dash; crédito ao paciente, com o Financiamento Capim, em que o paciente parcela em até 36x e a clínica recebe à vista, e com o Carnê Capim; e meio de pagamento, com a Maquininha Capim. É essa combinação que explica o desenho do grupo.
Em resumo
A Dental Office é da Capim desde 18 de maio de 2026, e o anúncio foi coberto por NeoFeed e Startups.com.br na mesma data. A Stone vendeu a participação que tinha na empresa. O valor da transação não foi divulgado. A Dental Office segue operando de forma independente, com sistemas separados, sob o comando de Roger André Hitz.
Para a clínica, a consequência prática é curta: o sistema que ela usa hoje continua sendo o sistema que ela usa hoje. O que a aquisição muda é o desenho do grupo — a Capim, que já reunia software de gestão, crédito ao paciente e maquininha, passa a ter também uma segunda marca de software na categoria. Tudo o que for além disso, em 2026, é especulação sem fonte pública.
Se o ponto de decisão da sua clínica for recebimento, e não apenas gestão, fale com especialista.
Sobre a autora
Carla Duarte é redatora da Capim e graduanda de Odontologia. Escreve sobre gestão, recebimento e crédito ao paciente para clínicas.