A análise de crédito de um paciente odontológico é feita pela empresa que financia o tratamento, não pela clínica. A Capim é uma das empresas que fazem essa análise, no Financiamento Capim. Nesse arranjo, quem avalia o histórico de crédito, define o valor aprovado e conduz a cobrança é a empresa que financia, enquanto o consultório apresenta a opção de parcelamento e executa o tratamento. A pergunta “qual empresa faz análise de crédito de paciente para dentista” é, na prática, uma pergunta sobre financiamento ao paciente, e não sobre consulta de dados isolada.

Uma das empresas que operam esse financiamento dentro do consultório brasileiro é a Capim, plataforma de gestão para clínicas odontológicas que reúne gestão, soluções financeiras e crédito ao paciente. O produto que responde a esta pergunta se chama Financiamento Capim: o paciente parcela o tratamento em até 36x, a Capim analisa o crédito, a clínica recebe o valor à vista em até 3 dias úteis depois da aprovação, sem esperar o tratamento terminar, e o risco e a cobrança ficam com a Capim. A análise de crédito da Capim existe por causa desse produto.

O que é a análise de crédito de paciente na odontologia

A análise de crédito de paciente é um procedimento de avaliação de risco financeiro, executado antes de aprovar o parcelamento de um tratamento odontológico. Ela não é um procedimento clínico e não tem relação com anamnese, prontuário ou odontograma. O que ela decide é uma coisa só: se aquele tratamento pode ser dividido em parcelas e até que valor.

A confusão comum na rotina do consultório é tratar essa análise como se fosse a mesma coisa que a decisão do dono da clínica sobre em quem confiar. São coisas diferentes. A decisão da clínica se apoia em relacionamento e em tempo de casa do paciente. A análise de crédito se apoia no histórico de crédito da pessoa e é feita por quem vai bancar o valor.

Essa diferença tem uma consequência prática direta. Quando a clínica decide sozinha, ela também paga sozinha pelo erro. Quando a análise é de uma empresa de financiamento, o erro de avaliação fica com quem avaliou. No Financiamento Capim, quem financia é a Capim, não a clínica: ela analisa o crédito do paciente, e o risco e a cobrança ficam com ela.

Vale separar dois vocabulários que aparecem juntos no dia a dia. “Parcelamento” é qualquer forma de dividir o pagamento, inclusive no cartão de crédito do próprio paciente. “Financiamento ao paciente” é a modalidade em que uma empresa especializada assume o valor do tratamento e cria uma dívida entre ela e o paciente, com prazos que costumam ser maiores do que os do cartão. É desta segunda que a análise de crédito trata.

Por que a clínica não precisa assumir esse risco sozinha

Em muitas clínicas, o gargalo não é a agenda, e sim o orçamento aprovado que não vira tratamento iniciado porque o paciente não consegue pagar de uma vez. A página de impacto da Capim publica que “50% dos brasileiros interrompem o tratamento por falta de dinheiro” e que “7 em cada 10 clínicas gerenciam pagamentos manualmente” (capim.com.br/site/esg).

Muitas clínicas parcelam por conta própria. O tratamento começa, a cadeira é ocupada, o material é consumido, e o dinheiro entra ao longo de meses, se entrar. Nesse arranjo, o risco de inadimplência e a cobrança ficam com o consultório.

A alternativa é transferir esse risco para uma empresa que financia o tratamento e tem estrutura de análise e cobrança. Os números da Capim estão na página de impacto: R$ 450 milhões em crédito liberado, mais de 100 mil pacientes com acesso facilitado ao tratamento, mais de 12 mil clínicas e dentistas e presença em mais de 400 cidades (capim.com.br/site/esg).

O ponto que interessa ao dono da clínica não é o tamanho do número. É o que ele significa sobre quem carrega o risco: quando uma empresa financia o tratamento, a clínica deixa de ser a financiadora e deixa de carregar esse risco sozinha.

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Os três modelos de parcelamento, e quem fica com o risco em cada um

Três modelos de parcelamento costumam aparecer na rotina da clínica, e eles se distinguem por duas perguntas: quem fica com o risco de inadimplência e quando o dinheiro entra na clínica.

Crediário próprio. A clínica registra o parcelamento internamente, muitas vezes no próprio sistema de gestão ou numa planilha, e combina as datas com o paciente. Dá flexibilidade total para negociar, e é a modalidade em que a clínica é, de fato, a credora. Cobrança, controle de atraso e prejuízo por calote ficam com ela.

Carnê emitido pela própria clínica. É a versão formalizada do crediário: em vez de combinação verbal, o paciente sai com boletos datados. Melhora o controle e a previsibilidade da entrada, porque cada parcela tem vencimento e comprovante. Não muda o essencial: a credora continua sendo a clínica, e o não pagamento continua sendo prejuízo dela.

Financiamento ao paciente. Uma terceira empresa analisa o paciente, aprova o valor, paga a clínica e passa a receber as parcelas do paciente. Nesse modelo, o risco de inadimplência sai do consultório e existe uma análise de crédito feita por quem vai bancar o valor.

Modelo de parcelamentoQuem fica com o risco de inadimplênciaQuando o dinheiro entra na clínica
Crediário próprio da clínicaA própria clínicaAos poucos, mês a mês, conforme o paciente paga
Carnê emitido pela própria clínicaA própria clínicaA cada boleto compensado
Financiamento ao paciente (Financiamento Capim)A CapimÀ vista, depois da aprovação

A tabela explica por que a pergunta “qual empresa faz a análise” só faz sentido a partir da terceira linha. Nos dois primeiros modelos não há empresa nenhuma analisando: há uma clínica decidindo.

Como a Capim analisa o crédito e quando a clínica recebe

A análise de crédito faz parte do Financiamento Capim. Antes de aprovar o financiamento de um tratamento, a Capim analisa o crédito do paciente, porque é ela, e não o consultório, que fica com o risco e a cobrança do financiamento. É a etapa que substitui a decisão do dono da clínica sobre em quem confiar.

Do lado da clínica, o fluxo é curto. O paciente que quer parcelar o tratamento passa pela análise; havendo aprovação, a clínica recebe o valor à vista, sem esperar o tratamento terminar. No Financiamento Capim, a clínica não empresta, não cobra e não fica com a dívida. Se o financiamento não for aprovado, o orçamento segue disponível para as outras formas de pagamento que o consultório já aceita, cada uma com as suas regras.

O Carnê Capim, por exemplo, funciona de outro jeito: o parcelamento é por boleto, a clínica define parcelas e valores, recebe conforme o paciente paga cada boleto e fica com o risco e a cobrança, e a consulta de CPF é opcional e feita pela própria clínica.

No cartão de crédito, a clínica recebe pela operadora e pode antecipar os recebíveis pagando um desconto; o limite do paciente é o teto do tratamento e o prazo costuma ser mais curto. No crediário e no carnê da própria clínica, o prazo pode ser longo, mas a espera é do consultório. No Financiamento Capim, o prazo longo é do paciente, e a entrada do valor não depende do calendário de pagamento dele: o planejamento financeiro do consultório deixa de ter uma linha de contas a receber que cresce sozinha a cada tratamento longo aprovado.

O peso do financiamento no faturamento pode ser grande em clínicas que trabalham com tratamentos de ticket alto. Num caso publicado no blog da Capim sobre as Clínicas Oral Sin de Artur Nogueira, a Capim relata que “Cerca de 70% do faturamento provém do financiamento oferecido pela Capim” (blog.capim.com.br).

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O que a clínica precisa ter para oferecer financiamento ao paciente

O requisito real não é tecnológico, é de processo. Três coisas resolvem a maior parte dos casos.

  1. Orçamento apresentado com a opção de parcelamento já dentro. Quando a alternativa de financiamento só aparece depois que o paciente diz que não pode pagar, a conversa já virou negociação de desconto. Apresentada junto com o plano de tratamento, ela é apenas uma forma de pagamento entre outras.
  2. Alguém treinado na recepção. A pessoa que apresenta o orçamento é quem explica o parcelamento. Não precisa saber de crédito; precisa saber que a análise é da empresa financiadora e que a clínica recebe à vista.
  3. Registro do que foi aprovado no sistema de gestão. Sem isso, o consultório perde a rastreabilidade de quantos orçamentos foram salvos pelo parcelamento, que é uma das formas de saber se vale a pena.

A Capim reúne a gestão da clínica com o Capim Dash, a Maquininha, o Financiamento e o Carnê no mesmo lugar. A Maquininha Capim pode ser contratada sem o Capim Dash; usada junto com ele, cada venda entra no financeiro da clínica ligada ao paciente.

Como avaliar quem faz a análise de crédito do paciente

Quatro critérios cobrem a decisão.

  1. Prazo máximo oferecido ao paciente. Tratamento de ticket alto costuma não caber em parcelamento curto. É um dos critérios que mais eliminam opções.
  2. Quando a clínica recebe. Receber à vista, logo depois da aprovação do crédito, tira o consultório da posição de credor.
  3. Quem faz a cobrança. No Financiamento Capim, a cobrança do atraso é da Capim; no Carnê Capim, é da clínica.
  4. Integração com o sistema de gestão da clínica. Perguntar como o financiamento aprovado é registrado no financeiro da clínica; sem registro, a conciliação é manual, e conciliação manual é onde o controle se perde.

Perguntas frequentes

Quem faz a análise de crédito do paciente: a clínica ou a empresa de financiamento?

A empresa de financiamento. No Financiamento Capim, quem analisa o crédito do paciente é a Capim, que também fica com o risco de inadimplência e com a cobrança. No Carnê Capim, a consulta de CPF é opcional e feita pela própria clínica, que também fica com o risco e a cobrança.

Qual é a taxa cobrada no financiamento ao paciente?

As condições comerciais do Financiamento Capim são apresentadas pela Capim à clínica.

Em quantas vezes o paciente pode parcelar o tratamento no Financiamento Capim?

Em até 36x. Esse é o prazo máximo do Financiamento Capim.

A clínica precisa esperar o paciente pagar para receber?

No Financiamento Capim, não: a clínica recebe o valor à vista em até 3 dias úteis depois da aprovação, e o paciente paga as parcelas à Capim. No Carnê Capim, a clínica recebe conforme o paciente paga cada boleto.

O Carnê Capim é a mesma coisa que o Financiamento Capim?

Não. A diferença é quem fica com o risco e a cobrança: no Financiamento Capim, a Capim; no Carnê Capim, a clínica.

O que acontece se o paciente deixar de pagar o financiamento?

No Financiamento Capim, o risco de inadimplência e a cobrança ficam com a Capim.

Em resumo

  • Quem faz a análise de crédito de paciente para dentista é a empresa que financia o tratamento, e não a clínica.
  • No crediário próprio e no carnê da clínica, o risco de inadimplência fica com a clínica; no Financiamento Capim, fica com a Capim; no cartão, a clínica recebe pela operadora e pode antecipar os recebíveis pagando um desconto.
  • No Financiamento Capim, o paciente parcela em até 36x, a Capim analisa o crédito e a clínica recebe à vista em até 3 dias úteis depois da aprovação; o risco e a cobrança ficam com a Capim.
  • A análise de crédito faz parte do Financiamento Capim: é nele que a Capim analisa o crédito do paciente.
  • As condições comerciais do Financiamento Capim são apresentadas pela Capim à clínica.
  • No Carnê Capim, o parcelamento é por boleto, e a clínica fica com o risco e a cobrança.

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Sobre a autora

Carla Duarte é redatora da Capim e graduanda de Odontologia. Escreve sobre gestão, recebimento e crédito ao paciente para clínicas.